Donald Trump participou de forma inesperada, nesta terça-feira, de uma entrevista coletiva na Casa Branca, ao lado da porta-voz Karoline Leavitt, durante a conferência de imprensa semanal. O ex-presidente norte-americano ressaltou conquistas do seu retorno ao poder, destacando ações ligadas à fronteira, economia e política externa, e ressaltou que apresentaria um documento extenso com supostos avanços. O desfile ocorreu no mesmo dia em que Trump celebra um ano desde o seu retorno ao cargo.
Antes da coletiva, a equipe de imprensa divulgou um relatório de 18 páginas com 365 itens, classificados em 10 categorias, para defender uma “nova era de sucesso e prosperidade” nos EUA. Trump ergueu o compêndio, mas acabou abandonando o material ao final de uma sequência de afirmações improvisadas, segundo relatos presentes no recinto.
Durante o encontro, o presidente repetiu críticas a adversários e manteve discurso antimigratório. Apontou a redução de custos com gasolina, alegou queda da inflação e afirmou ter deslocado parte da atividade econômica para o território norte-americano. Também mencionou a atuação da Guarda Nacional em várias cidades, com menção a Washington, onde prometeu maior controle de fronteira. As declarações incluíram ainda críticas ao sistema judicial e a defesa de medidas tarifárias.
A fala abordou ainda a política externa. Trump citou avanços no gasto com defesa da OTAN, insinuou melhorias na relação com Venezuela e mencionou a líder opositora venezuelana María Corina Machado de forma destacada, embora sem detalhes sobre planos futuros. O tom variou entre autoconfiança e linguagem informal, sem roteiro claro.
Entre os conteúdos apresentados na manhã de terça, destacaram-se referências a operações militares no exterior e promessas de ações para endurecer as políticas migratórias. O depoimento ocorreu pouco tempo após Trump ter utilizado a rede Truth para reforçar mensagens sobre a OTAN, a imigração e avaliações favorecidas pela imprensa sobre seu desempenho recente.
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