Na Cúpula do Congresso, o clima político é visto como pouco favorável à instalação de CPIs para investigar o caso do Banco Master neste momento. O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre, tem sido resistente à abertura da comissão.
Líderes apontam que a viabilidade da CPI deve ser avaliada apenas após o recesso, com retorno das atividades em fevereiro. Alcolumbre pretende ouvir senadores para medir o ambiente antes de decidir.
Parlamentares já destacam que há assinaturas suficientes para a criação de CPIs no Senado e na Câmara, mas a leitura do requerimento depende do calendário interno. A Câmara, porém, enfrenta fila de pedidos.
Contexto político atual
No Congresso, há previsões de atraso na instalação de CPIs mistas. Um afastamento das sessões poderia postergar a leitura do requerimento e, consequentemente, a criação da comissão, segundo análises internas.
Mesmo com o STF já tendo decidido, em casos anteriores, que a leitura do requerimento para a instalação é suficiente para abrir a comissão, interlocutores avaliam que a presidência pode tentar manobras para adiar o processo.
Dinâmica entre Executivo e bancadas
O consenso entre o governo e parte do Legislativo é evitar avanços de CPIs, para não atrapalhar a agenda governamental. A avaliação é de que comissões de inquérito tendem a paralisar atividades e gerar desgaste político.
Entre os fatores citados, está a atuação de uma bancada associada a Daniel Vorcaro, que mantém influência junto a lideranças do Centrão. Esse grupo atua para influenciar a decisão, mesmo com sinais favoráveis de assinaturas.
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