O governo de Donald Trump ampliou a política conhecida como Mexico City, bloqueando o uso de ajuda externa dos EUA para financiar iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) e o que a administração chama de “ideologia de gênero” no exterior. O anúncio afetará cerca de 30 bilhões de dólares em assistência externa.
A decisão foi confirmada por um porta-voz do Departamento de Estado nesta quinta-feira. O texto estende o veto, que antes se aplicava a serviços de planejamento familiar, para organizações internacionais e ONGs sediadas nos EUA que atuem no exterior.
Historicamente, a política foi criada por Ronald Reagan em 1984 e costuma ser suspensa quando há um presidente democrata. Em 2017, Trump a expandiu para toda a assistência global de saúde, atingindo bilhões de dólares. Críticos dizem que isso cortou serviços de saúde em vários países.
Ao retornar ao poder em janeiro de 2025, Trump reativou a política e, agora, ampliou o alcance para abranger fundos de assistência externa como um todo, não apenas verbas específicas para saúde global. A administração afirma que a medida busca alinhamento com seus objetivos de política externa.
A porta-voz do Departamento de Estado não respondeu se há diferenças legais entre o novo alcance e versões anteriores da política, incluindo o uso de fundos para “aborto como forma de planejamento familiar”. A autoridade oficial deve detalhar as regras finais nesta sexta-feira.
A ampliação também intensifica as ações do governo contra DEI e direitos de pessoas trans e não binárias, tema que tem estado presente em várias ordens executivas. Críticos veem a medida como um recuo de direitos civis no exterior.
Contexto histórico
A novidade chega após divulgação de que o Mexico City policy já gerou impactos significativos em organizações globais de planejamento familiar, que reportam redução de serviços em países como Uganda, Madagascar e Nepal. A política é motivo de debates entre partidários e opositores.
Fontes como a Fox News Digital destacaram o lançamento das regras finais prevista para sexta-feira. O Departamento de Estado planeja anunciar os documentos que definirão a aplicação do novo marco da política.
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