O Dia da Austrália foi marcado por manifestações distintas em várias cidades: milhares participaram de ralles em defesa dos povos indígenas, conhecidos como Invasion Day, enquanto outros protestos anti-imigração atraíram centenas de participantes. O objetivo foi enfatizar diferentes leituras sobre a data nacional.
Em Sydney, no Hyde Park, o rali anual teve início às 10h locais. Diversos presentes destacaram a necessidade de reconciliação, além de lembrar vítimas de violência policial contra aborígenes e defender a devolução de terras. Houve menção ao aumento do nacionalismo e ao cenário político polarizado.
Os organizadores do Invasion Day concentraram-se em temas como demarcação de terras, justiça para as famílias de pessoas falecidas em custódia policial e a união frente a críticas ao posicionamento de grupos de oposição de direita.
Paralelamente, protestos anti-imigração também ocorreram a partir de meio-dia, reunindo centenas com bandeiras australianas. O movimento March for Australia organizou a manifestação, que enfrentou críticas por ligações a grupos extremistas segundo apurações locais.
O Dia da Austrália foi amplamente observado em várias cidades, com eventos simultâneos refletindo o debate sobre imigração e identidade nacional, além de pedidos de mudanças ou manutenção da data atual. A campanha por unidade foi reiterada por diversos participantes.
Durante o evento oficial, o primeiro-ministro Anthony Albanese participou de uma cerimônia de cidadania e pediu união, afastando a ideia de divisão em torno da data. A fala enfatizou a tranquilidade pública e a convivência entre comunidades diversas.
Fonte local destacou que a imigração tem papel expressivo na demografia do país, somando pessoas nascidas no exterior ou com pais imigrantes. Movimentos sociais reforçaram a necessidade de diálogo entre diferentes visões para o futuro da nação.
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