O presidente do STF, Edson Fachin, reuniu-se com ministros em meio à crise envolvendo o caso Master. A ideia era discutir efeitos da investigação sobre a compra do Banco Master pelo BRB. Fachin procurou soluções para reduzir críticas à Corte.
Dias Toffoli, relator do inquérito, continua decidido a conduzir as apurações. O debate ocorreu após a conclusão de que Toffoli deveria decidir sobre a possível renúncia da relatoria. Informações obtidas indicam que Toffoli mantém o comando.
Familiares de Toffoli teriam mantido contratos com fundos ligados ao Master. Em cena, aponta-se que interrogatórios da PF têm sido realizados na sede da polícia, não no STF, conforme apuração.
Toffoli ordenou lacre de itens apreendidos na Operação Compliance Zero, mantendo-os sob tutela da PGR. Fachin avalia que decisões foram incomuns, mas não devem interromper as investigações.
Interlocutores do STF ressaltam que mudanças dependem de etapas da PF e de parecer da PGR. A depender do relatório, novas oitivações ou provas podem ser solicitadas ou o caso encaminhado à 1ª instância.
Código de conduta permanece suspenso
Fachin avaliou interromper o recesso para articular diretrizes éticas. A iniciativa esbarrou na resistência de ministros diante do ano eleitoral. A maioria do STF, porém, ainda apoia a discussão de normas de conduta para magistrados.
O tema ganhou contornos políticos internos, com receio de que a pauta seja explorada eleitoralmente. Ainda assim, apurações apontam que a direção do STF quer avançar com padrões éticos. A decisão final deve considerar o calendário e as fases da investigação.
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