O governo francês sobreviveu a duas votações de confiança no parlamento, nesta terça-feira, por meio da decisão de aprovar a parte de gastos do orçamento de 2026 sem a aprovação final da Assembleia Nacional. No primeiro placar, 267 deputados votaram a favor da moção apresentada pela esquerda radical, pelos verdes e pelos comunistas, contra a posição do governo. Para derrubar o Executivo, seriam necessários 289 votos.
Na segunda votação, apenas 140 parlamentares apoiaram a moção da extrema direita. Ainda não houve mudança de formação do governo. O orçamento completo de 2026 segue para o Senado, depois retorna à Assembleia, antes de ser definitivamente adotado.
Procedimento do orçamento e próximos passos
O primeiro-ministro Sebastien Lecornu deve, novamente, invocar o artigo 49.3 da Constituição para aprovar o orçamento integral de 2026, o que tende a provocar novos votos de confiança. O uso dessa ferramenta permite contornar a aprovação parlamentar nominal.
O governo sustenta que o déficit ficará abaixo de 5% do PIB, menor que os 5,4% de 2025, mas acima do teto da União Europeia de 3%. A expectativa é de que o orçamento inteiro seja definitivamente adotado na primeira metade de fevereiro, conforme avaliação oficial.
Entre na conversa da comunidade