Donald Trump indicou Kevin Warsh para chefiar o Federal Reserve, em meio a incertezas sobre a independência do banco central. A nomeação foi anunciada na sexta-feira, com o atual presidente Jerome Powell enfrentando mandato até maio.
Warsh, economista e ex-governador do Fed, já passou pela instituição entre 2006 e 2011 e já foi considerado para o posto principal em 2017. A escolha é vista como um movimento para acalmar o curto prazo, mantendo, porém, maior autonomia institucional.
Mercados reagiram de forma contida. Abertura de ações em queda leve, rendimentos de títulos estáveis e o dólar sem piora abrupta após o anúncio. Analistas destacam incertezas sobre a confirmação no Senado.
A disputa pública envolve questões sobre o que Warsh defenderá no que tange a política monetária e como equilibrará pressões políticas com a autonomia do Fed. Histórico de posições hawkish em crises anteriores é lembrado como referência.
O cenário político aumenta a dúvida sobre a península de poder dentro do Fed. Powell pode permanecer como governador até 2028, e há debates sobre quem integrará o conselho de governadores. A saída de Cook também é tema de especulação.
A confirmação depende do Senado, onde apoiadores de Warsh esperam que a pauta avance após o desfecho de investigações envolvendo o Departamento de Justiça. O desenrolar dependerá de desfechos institucionais e da composição da Câmara alta.
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