Gina Rinehart, por meio da Hancock Prospecting, destinou quase 900 mil dólares a Advance, grupo de campanha de direita, no último exercício financeiro. A participação integra dados de doações políticas divulgados pela Australian Electoral Commission.
Conforme o levantamento, duas doações para Advance somaram 895 mil dólares em 2024-25. Além disso, a Hancock Prospecting aportou 105 mil dólares à divisão vitoriana do Liberal, e a S Kidman & Co, controlada pela família, doou 99 mil à Liberal na Austrália Ocidental.
Clive Palmer, por meio da Mineralogy, liderou o conjunto de doadores, contribuindo com 53,1 milhões de dólares ao Trumpet of Patriots. O partido do empresário não conseguiu conquistar cadeiras nas eleições estudadas. Palmer também investiu 302,9 mil dólares no United Australia Party.
A análise de dados mostra ainda que o período teve recorde de arrecadação de doações para o federal de 2025, quando atualizações entram em vigor para as próximas eleições, previstas até 2028. O uso de fontes com transparência está em foco devido a mudanças regulatórias.
Entre os maiores financiadores, labor recebeu mais de 14 milhões de dólares, com 500 mil vindos do Fox Group, ligado ao magnata Lindsay Fox, que também apoiou o Liberal com a mesma quantia. Pratt Holdings, de Anthony Pratt, destinou 2 milhões ao Labor e 1 milhão ao Liberal.
Kerry Stokes, por meio da Australian Capital Equity, repassou 300 mil ao Labor; o espólio do falecido senador Linda White entregou 1 milhão ao partido. Pamela Wall, filantropa de Adelaide, liberou 5,2 milhões ao Liberal na seção sul-australiana, somando apoio de indivíduos influentes.
As regras de doação também sinalizam que, a partir de futuras mudanças, governos podem impor limites maiores a doadores privados, com transparência ampliada para fontes acima de 5 mil dólares. O orçamento público permanece dependente do fluxo entre setores empresariais e políticos.
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