Guatemala atravessa um momento crítico, com o presidente Bernardo Arévalo, que assumiu em janeiro de 2024, buscando ampliar a independência do poder Judiciário e fortalecer instituições. A gestão enfrenta resistência de setores históricos e ações de setores ligados ao Ministério Público e ao Congresso. O país vive ainda sob estado de sítio após motins em prisões ligados a gangues.
A visão de Arévalo, de linha social-democrata, envolve ampliar serviços aos mais pobres e manter a separação entre poderes, mesmo diante de ataques e ameaças contra o governo. Em entrevista concedida durante o Fórum Econômico CAF, em Panamá, ele destacou a importância de componentes independentes na escolha de juízes e procuradores.
Apoio internacional
O presidente afirmou contar com apoio da comunidade internacional e dos Estados Unidos desde o início do mandato. A cooperação existe especialmente no combate ao crime transnacional organizado, que ele descreve como a principal ameaça à estabilidade institucional da Guatemala.
Desafios judiciais e eleições
Arévalo disse que os próximos meses serão decisivos para o Judiciário e a Procuradoria, com eleições para cargos-chave. Ele afirmou que a meta é recompor o funcionamento normal do sistema de justiça, com candidaturas independentes e qualificação técnica.
Impactos sociais e infraestrutura
O governo aponta avanços em educação, saúde e infraestrutura, destacando reformas em escolas, postos de saúde e obras em municípios pobres. Segundo o presidente, houve ampliação de investimentos públicos e estímulos à infraestrutura econômica, com aumento da atuação estatal.
Contexto regional e posição internacional
O governo guatemalteco defende a aplicação do direito internacional na solução de controvérsias, rejeitando regimes autoritários na região. Arévalo argumenta que a democracia enfrenta uma crise global, enfatizando a participação de povos originários e a abertura a novos modelos de democracia.
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