Barclays teria encerrado a relação com a consultoria de lobby Global Counsel, cofundada por Peter Mandelson, após questionamentos sobre as ligações dos seus fundadores com Jeffrey Epstein. A medida ocorre em meio a uma ampla crise política no Reino Unido.
A Vodafone também informou estar revisando o contrato de assessoria de assuntos públicos com a Global Counsel, cuja criação ocorreu em 2010, após a derrota do Partido Trabalhista nas eleições gerais. Mandelson tentou se distanciar da firma diante das revelações.
Mandelson deixou o Partido Trabalhista neste fim de semana e foi demitido como embaixador no Reino Unido nos EUA em setembro passado, após a divulgação de emails que sugerem relação próxima com Epstein. Novas mensagens do inquérito do Departamento de Justiça dos EUA ampliam o escrutínio sobre a Global Counsel.
Contexto e desdobramentos
A imprensa aponta que Barclays, citando fonte ligada ao caso, dispersou-se da Global Counsel por insatisfação com a gestão de participação restante de Mandelson na firma. A Vodafone disse que o contrato atual vence em março e ainda não há decisão de renovação.
Rokos Capital Management informou ter encerrado conversas com Mandelson sobre um papel consultivo, em meio aos vazamentos de informações governamentais. Os documentos sugerem envio de mensagens entre Mandelson e Epstein sobre operações da Global Counsel.
A Global Counsel tem clientes como Palantir, ligada a temas de defesa e tecnologia, com histórico de participação em debates sobre políticas públicas. As atenções crescentes sobre Mandelson acompanham a crise política que envolve o governo de Keir Starmer.
Barclays, Vodafone e a própria Global Counsel foram solicitadas a comentar. Não foram divulgadas declarações oficiais neste relatório.
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