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Lula diz que Trump não provocaria Lampião se soubesse da sanguinidade

Lula diz que, se Trump soubesse da sanguinidade de Lampião, não o provocaria; fim da era “Lulinha paz e amor” com tom mais agressivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, fez uma declaração em tom de brincadeira durante agenda no Instituto Butantan. A fala envolveu o presidente americano, Donald Trump, e a suposta ideia de que a “sanguinidade” de Lampião poderia influenciar provocações entre eles. Lula pediu cautela e afirmou que não quer entrar em conflito com o governo norte-americano.

Durante o discurso, o chefe do Executivo afirmou que não desejaria cruzar palavras com Trump porque poderia sair vitorioso em um confronto, mas ressaltou que não pretende provocar desentendimentos. Ele também citou a importância de evitar uma escalada de hostilidade entre as duas nações.

A conversa incluiu menção de tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos, com referência a tarifas impostas pelo país vizinho. A situação envolve tarifas de exportação de 10%, após uma redução anterior de 40% em alguns itens, com exceção de produtos que permaneceram fora da desoneração.

Contexto político

O tom do presidente sinaliza mudança de eixo: Lula abriu mão da retórica moderada que o acompanhou em parte de seus mandatos. A fala sobre Lampião liga-se a uma estratégia de comunicação voltada à imagem de defesa de classes populares, comum em alguns setores do espectro político, ainda que a leitura histórica sobre o cangaceiro varie entre visão romântica e crítica.

A referência a Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, busca associar a figura à população nordestina em busca de justiça social. Para historiadores, Lampião também é visto como criminoso que atacou pobres de forma generalizada, desafiando a imagem de herói popular.

A agenda de Lula no Butantan manteve o foco em políticas públicas e na relação com interlocutores internacionais, sem detalhes sobre novos acordos ou medidas específicas no momento. A fala pública ocorreu em meio a um período de acentuadas críticas políticas e ao reposicionamento do tom do governo.

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