Dois a clubes de direitos civis de Nova York realizaram nesta quinta-feira uma cerimônia para devolver a bandeira arco-íris ao Stonewall National Monument, no Christopher Park, em Lower Manhattan. A bandeira havia sido removida pela administração de Donald Trump no início da semana, segundo autoridades.
A ação foi liderada pelo presidente do Borough de Manhattan, Brad Hoylman-Sigal, e contou com a participação de representantes eleitos locais, estaduais e federais. Centenas de pessoas acompanharam o momento de reinstalação da bandeira.
O monumento em Stonewall é conhecido por marcar o berço do movimento moderno de direitos LGBTQIA+. A remoção ocorreu após uma decisão da National Park Service, órgão com supervisão federal dos sítios, citando uma política antiga para manter consistência entre as localizações.
A comunidade respondeu ao ato com críticas à gestão federal, descrevendo a remoção como agressão simbólica contra a população LGBTQIA+. Alguns moradores afirmaram que a bandeira voltaria a ser hasteada diversas vezes.
A assessoria de imprensa do National Park Service não se pronunciou; a agência informou apenas que supervisiona os locais sob sua alçada. Ainda não houve confirmação de novas ações sobre o monumento.
Reação e posição federal
Um porta-voz do Departamento do Interior classificou o retorno da bandeira como uma manobra política, afirmando que a cerimônia demonstrou descompasso entre autoridades de Nova York e os problemas da cidade. O pronunciamento foi obtido pela imprensa.
Especialistas ouvidos no local destacaram o simbolismo do gesto para comunidades locais e para visitantes. Não houve alterações no status do monumento desde a reinauguração da bandeira.
Especialistas ressaltaram que Stonewall permanece sob gestão compartilhada entre autoridades locais, estaduais e federais, com políticas que visam manter acessibilidade e preservação do sítio histórico.
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