NYU Langone Health anunciou nesta semana que encerrará o programa de atenção de afirmação de gênero para menores de idade. A decisão ocorre em meio a pressões da administração de Donald Trump, que ameaça cortar financiamento a provedores que atendem jovens trans.
Segundo o porta-voz Steve Ritea, a saída ocorreu após a saída do diretor médico e diante do atual ambiente regulatório. Ele informou que os serviços de saúde pediátrica mental continuarão ativos no hospital. A medida não envolve o fechamento de toda a instituição.
Medidas e desdobramentos
A decisão foi tomada após ordens executivas da gestão federal que questionam o financiamento para a chamada “transição” de crianças. A promotoria de Nova York orientou a rede a manter o atendimento, sob o risco de violar leis estaduais.
Fontes próximas citam que a rede começou a cancelar atendimentos a menores logo após as ordens. A governadora Letícia James pediu que o hospital retomasse o cuidado e um juiz federal chegou a determinar uma ordem para barrar a implementação da diretriz.
Contexto e reação local
Em dezembro, o Departamento de Saúde propôs regra para bloquer financiamento do Medicare/Medicaid a hospitais que ofereçam procedimentos de rejeição de sexo a menores. Organizações médicas mundiais mantêm o apoio à assistência de saúde para jovens trans.
Autoridades locais e grupos de defesa criticaram a decisão, dizendo que ela recua diante das ameaças de cortes federais. O presidente do condado de Manhattan, Brad Hoylman-Sigal, afirmou que a medida pode afetar o bem-estar dos pacientes. Um ato de apoio aos jovens trans será realizado nesta semana.
Panorama nacional
Relatos indicam que cerca de 40 hospitais já pausaram ou interromperam atendimentos de cuidado trans para menores desde o retorno de Trump ao poder. O governo federal ainda não sinalizou resposta sobre esse material.
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