Nos bastidores, cresce a percepção de que Flávio Bolsonaro trabalha pela cassação de Cláudio Castro, para manter o controle sobre a sucessão no Rio e defender uma vaga no Senado em 2026. A narrativa aponta preferências por uma saída jurídica de Castro.
Castro é alvo de uma ação no TSE por abuso de poder político e econômico, ligada a gastos de cerca de R$ 1 bilhão obtidos com privatizações para promoção de sua campanha de 2022. A denúncia sustenta uso de recursos para cabos eleitorais.
A expectativa era de atuação firme de Flávio junto com ministros do STF, Kassio Nunes e André Mendonça, indicados por Jair Bolsonaro. A meta era a absolvição de Castro na Suprema Corte Eleitoral.
Desdobramentos
Nas últimas semanas, o cenário mudou: a defesa de Castro não contaria com o apoio de Kassio, o que dificulta a trajetória no TSE. Ao que tudo indica, Kassio não teria se empenhado para favorecer Castro.
Dois motivos explicam o interesse de Flávio. Primeiro, evitar que Castro ceda a cadeira para o candidato do clã quando se descompatibilizar para o Senado. Segundo, assegurar que a vaga do Senado seja disputada sob influência direta de Flávio.
A perspectiva de cassação permitiria que o relógio de sucessão avançasse com margem de manobra para o grupo de Flávio, inclusive na montagem de um nome para ocupar o espaço deixado. Ainda há comentários sobre a possibilidade de indicar familiares.
Auxiliares de Flávio negam qualquer planos de jogar com pressões, ressaltando que a negociação seria estratégica e voltada a cenários institucionais. Em resposta, assessores de Castro apontam que a família, segundo eles, busca influenciar posicionamentos.
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