O governo brasileiro decidiu revogar um decreto que ampliaria vias navegáveis na Amazônia, como parte de um programa de privatização federal, após a ocupação de um terminal da Cargill no rio Tapajós por povos indígenas.
A ocupação ocorreu no porto de Santarém, no estado do Pará, e envolve protestos que já duravam semanas na entrada da instalação. Indígenas dizem que o decreto permitiria dragagem nos rios da região, afetando a qualidade da água e a pesca.
A revogação foi anunciada pelo chefe da Secretaria de Governo da Presidência, Guilherme Boulos, em meio à mobilização. Segundo os manifestantes, a retirada do decreto precisa ser publicada no Diário Oficial para que eles deixem o terminal.
Revogação e reação
Indígenas celebraram a notícia, enquanto esperam a confirmação formal. A publicação oficial é vista como condição para a saída do terminal, conforme relatos no local. Cargill não confirmou ou comentou o desfecho até o momento.
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