Trump reivindicou nesta terça-feira (24) uma virada histórica para os EUA em seu discurso sobre o Estado da União no Congresso, que durou 1h47. O presidente afirmou ter conduzido o país rumo a mudanças estruturais e advertiu que responderá a ameaças, incluindo na América Latina.
O pronunciamento buscou destacar avanços econômicos e operações de alto impacto, como a suposta captura de Nicolás Maduro e a redução da criminalidade. Dezenas de democratas boicotaram o evento por discordâncias com a agenda de imigração do governo, enquanto o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, classificou o discurso como desconectado da realidade.
Críticas, reações e momentos marcantes
A oposição criticou o tom do discurso e o desentendimento com as cortes, após decisões judiciais contrárias a parte da política tarifária de Trump. Em contrapartida, houve também momentos de emoção, como a presença de Enrique Márquez, ex-candidato venezuelano, recém-libertado da prisão em Caracas, ao lado de uma sobrinha.
Outro convidado foi o soldado Andrew Wolf, da Guarda Nacional, baleado na cabeça por um agressor refugiado afegão em Washington, que recebeu uma condecoração ao lado da mãe. Trump afirmou que o país trabalha para restaurar a segurança e a influência na região hemisférica.
Avanços e controvérsias internacionais
O presidente mencionou a atuação de inteligência dos EUA que ajudou o exército mexicano a localizar e matar o líder do CJNG, Nemesio Oseguera, conhecido como El Mencho. Também afirmou que a Venezuela já vendeu aos Estados Unidos mais de 80 milhões de barris de petróleo.
Trump citou a suposta transformação histórica após um ano de governo e a promessa de uma futura fase de destaque econômico, ainda sem trazer uma agenda detalhada para a segunda metade de seu mandato. As informações indicam que o Congresso retomará as sessões sem resolver o impasse sobre o orçamento da Segurança Interna.
Contexto político e cenário eleitoral
Apesar do discurso, pesquisas recentes apontam índices de aprovação abaixo de 50% para Trump, com base de apoiadores relativamente estável, enquanto a base democrata se mantém mobilizada. As eleições de meio mandato, previstas para novembro, podem redefinir o panorama do governo caso haja vitória de um dos blocos.
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