O Tribunal Superior Eleitoral retoma nesta terça-feira (14.abr.2026) o julgamento da cassação da chapa formada por Antonio Denarium e Edilson Damião, em Roraima. Amigos do grupo político estudam novo pedido de vista para adiar o caso. O ministro Antonio Carlos Ferreira é apontado como possível responsável pelo novo adiamento.
O processo já foi interrompido duas vezes no plenário. Em agosto de 2025, a relatora Isabel Gallotti votou pela manutenção da decisão do TRE-RR. Em novembro, André Mendonça acompanhou em parte, formando 2 a 0 pela cassação. Nunes Marques pediu vista e suspendeu a análise.
Na etapa seguinte, o prazo expirou sem devolução do processo ao plenário, mantendo a indefinição sobre a cassação da chapa. O julgamento volta a ocorrer com o novo comando do TSE, iniciado pela troca de presidência prevista para 14 de abril.
Damião em Brasília
Na sexta-feira (10.abr.2026), Edilson Damião foi abordado pela Polícia Federal ao desembarcar em Brasília. Ele retornava de um voo no jatinho PS-BVI, da Brasil Vida Táxi Aéreo, empresa com contrato vigente de R$ 8 milhões com o governo de Roraima. A ação foi descrita pela Secretaria de Comunicação como procedimento padrão para aeronaves privadas, sem irregularidades.
Segundo o governo, a viagem tinha agenda partidária em Brasília no fim de semana e na segunda-feira (13.abr.2026). A operação não foi ligada a qualquer investigação criminal, e a nota afirmou que tudo ocorreu dentro da normalidade. Damião participou de compromissos políticos na capital federal.
Contexto do julgamento
O julgamento no TSE ocorre em meio à troca no comando da Corte. Em 9 de abril, a ministra Cármen Lúcia abriu mão de parte do cronograma para agendar a eleição do novo presidente, prevista para 14 de abril. Pelos efeitos do rodízio, a presidência ficará com o ministro Kassio Nunes Marques, atual vice-presidente.
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