O governo de Minas Gerais anunciou uma mudança na política de visitas aos presídios de segurança máxima. A medida restringe visitas familiares e impõe regras mais rígidas para detentos considerados faccionados, com o objetivo de dificultar a comunicação entre presos e organizações criminais.
A nova política integra um pacote de endurecimento de regras, que também prevê maior isolamento de presos vinculados a facções, instalação de câmeras de vigilância e aumento do efetivo de agentes nas unidades. A expectativa é reduzir atividades ilícitas dentro dos presídios.
Especialistas destacam que, para evitar impactos negativos, as mudanças devem vir acompanhadas de políticas de ressocialização e apoio psicológico. A Secretaria de Administração Prisional afirma que as medidas visam segurança, ordem e combate ao tráfico de drogas e armas.
Críticas e impactos esperados
Famílias de detentos e defensores de direitos humanos questionam a medida, dizendo que a restrição pode ampliar o risco de conflitos. Eles apontam que o contato familiar é fundamental para a reintegração social dos presos.
O governo diz que a restrição de visitas pode evitar que visitas sejam usadas para comandar atividades criminosas. Ainda não há detalhamento sobre cronogramas de implementação ou avaliação de impactos. O debate público acompanha a atualização das regras.
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