O inquérito que apura suposta interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal chegou a uma nova fase. A PF concluiu, pela segunda vez, que não há provas de que o ex-presidente tenha pressionado a PF para obtenção de informações sigilosas. O desfecho agora depende da manifestação da PGR.
No relatório encaminhado ao STF, a PF afirma que as investigações não revelaram elementos que justifiquem imputações penais. A conclusão aponta ainda que não houve pedidos diretos de informações por parte de Bolsonaro, segundo depoimentos colhidos, incluindo o do ex-diretor-geral Maurício Valeixo.
A análise também avaliou a dinâmica das investigações sob relatoria do STF. Em depoimentos, ficou registrado que operações sob a supervisão da corte não passam pelo comando-geral da PF, ocorrendo entre equipes policiais e gabinetes de ministros.
Entre os pontos examinados, a PF considerou investigações como o inquérito das fake news e o dos atos antidemocráticos, ambos citados por Moraes. Não houve indicação de ingerência de Bolsonaro nesses casos, segundo o relatório.
Após concluir a nova análise, a PF encerrou a atuação administrativa no caso, mas sinalizou que pode realizar diligências adicionais caso sejam solicitadas. A pasta encaminhou o relatório ao STF para avaliação final.
Agora, o processo segue para a Procuradoria-Geral da República. Paulo Gonet, atual chefe da PGR, deverá decidir se o inquérito será arquivado definitivamente ou se novas investigações serão requeridas pela defesa ou pelo Ministério Público.
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