A Polícia Federal brasileira vive um impasse após a libertação de Alexandre Ramagem em solo americano. O ex-diretor da Abin foi liberto pelos EUA, sem comunicação formal às autoridades brasileiras, gerando incerteza em Brasília. A PF planejava manter Ramagem detido para seguir com a extradição ou deportação, conforme apurado.
A liberação ocorre em meio a divergências entre as versões das partes envolvidas. O entorno de Ramagem afirma que ele não enfrentará processo penal nos EUA e que a situação migratória estaria regular, segundo fontes citadas pela AFP. A PF ainda não recebeu explicações oficiais do governo americano.
Repercussão internacional
O caso ganhou destaque internacional, com o Le Monde destacando contradições entre as narrativas. O Brasil descreveu a prisão como cooperação entre países, enquanto aliados de Bolsonaro atribuíram a detenção a infração de trânsito, sem envolvimento de brasileiros.
Contexto e desdobramentos no Brasil
No Brasil, Ramagem já foi condenado pelo STF a mais de 16 anos de prisão por suposta instrumentalização de órgãos para favorecer o então governo na tentativa de golpe. Ele é considerado foragido desde o fim de 2025, quando se mudou para o exterior.
Reações políticas e status atual
Nas redes, apoiadores próximos a Ramagem celebraram a libertação. Eduardo Bolsonaro, residente nos EUA, agradeceu a autoridades norte-americanas pela condução do caso. O episódio ressalta o alinhamento político entre setores conservadores e representantes no exterior.
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