O Southern Poverty Law Center (SPLC) foi indiciado nesta terça-feira por crimes federais de fraude, segundo o subprocurador-geral adjunto Todd Blanche. A acusação diz que a organização pagou informantes para infiltrarem grupos extremistas sem revelar os pagamentos aos doadores.
Ao que tudo indica, pelo menos 3 milhões de dólares foram destinados a informantes ligados a Ku Klux Klan, Aryan Nations, National Socialist Party of America e outros grupos entre 2014 e 2023. A peça processual sustenta que o uso de fundos visava monitorar atividades violentas, sem transparência para quem financiou.
O presidente executivo do SPLC, Bryan Fair, afirmou que os pagamentos eram feitos a informantes confidenciais para proteger a segurança pública, com informações frequentemente repassadas ao FBI e a outras autoridades. Fair disse ainda que as informações coletadas ajudaram a salvar vidas e manteve que as acusações são falsas.
Contexto e histórico
Fundado em 1971 por Morris Dees, o SPLC atua na defesa de direitos civis, acompanhando desde então grupos considerados de ódio e extremistas. Ao longo dos anos, a organização manteve uma seção de monitoramento de extremistas, que começou com o foco no Ku Klux Klan e se expandiu para outras organizações.
O DOJ aponta que o caso envolve uso de recursos de doadores para financiar atividades de grupos extremistas, com acusações de fraude, fraude bancária e conspiração para lavagem de dinheiro. Analistas jurídicos destacam que a matéria foca na finalidade e na forma de aplicação dos recursos, não apenas no desvio de valores.
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