O governo brasileiro avalia a possibilidade de expulsar agentes americanos que atuam no Brasil como retaliação à remoção de um delegado da Polícia Federal nos EUA. O delegado monitorava o caso envolvendo Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin.
Durante agenda internacional na Alemanha, o presidente Lula afirmou que, se houver abuso americano, o Brasil aplicará o princípio da reciprocidade. Ele destacou a necessidade de cooperação respeitando regras internacionais.
O caso envolve acordos de cooperação em segurança entre Brasil e Estados Unidos e a atuação do ICE, órgão de imigração americano, ligado à prisão do delegado no território americano. Especialistas discutem motivações políticas por trás da medida.
Ana Amélia Lemos avalia que o representante da PF não teria ultrapassado limites previstos no acordo de cooperação. Ela aponta que pode ter havido influência da decisão pela esfera política americana.
Cardozo rejeita a remoção e sustenta que, se houve violação, o delegado deveria responder disciplinarmente no Brasil. Ele afirma que a decisão americana pode ter vínculos com a relação entre Trump, Ramagem e Bolsonaro.
Especialistas ressaltam que o princípio da reciprocidade é uma prática do direito internacional. Se não houver explicação satisfatória dos EUA, o Brasil pode adotar medidas proporcionais contra agentes americanos no Brasil.
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