Eleitores da Virgínia aprovaram na terça-feira um novo mapa eleitoral para o Congresso, elaborado por democratas. A intenção é ampliar chances de vencer cadeiras republicanas nas eleições de novembro, segundo projeções da mídia. O pleito ocorre em um contexto de disputa pelo redistritamento após o mandato de Trump.
O resultado pode resultar na conquista de quatro cadeiras republicanas para os democratas, trazendo mudanças para a composição da Câmara. A virada pode quase neutralizar ganhos republicanos esperados a partir de iniciativas de redistritamento em outros estados.
A votação na Virgínia reforçou o impulso democrata após resultados expressivos em eleições desde o início do ano. A governadora democratac Abigail Spanberger, eleita em novembro, apoiou a medida, destacando seu impacto político.
Contexto do redistritamento
As novas linhas distritais alteram a Constituição estadual para suspender, até 2030, a comissão independente de redistritamento. Em 2030, o desenho dos distritos voltaria a depender da comissão. A mudança enfrenta questionamentos legais movidos por republicanos.
O processo representa uma edição do redistritamento, ferramenta muitas vezes associada à gerrymandering. Democratas afirmam que o mapa busca contrabalançar estratégias de estados conservadores que favoreceram candidatos republicanos.
Impacto político
Analistas apontam que a Virginia pode passar de uma vantagem de 6 a 5 para 10 das 11 cadeiras da bancada local. A Câmara dos Deputados dos EUA, com 435 assentos, ficaria mais próxima de ter controle democrata caso três cadeiras republicanas sejam viradas em novembro.
Grandes doações marcaram a campanha, com democratas recebendo maior aporte de grupos de “dark money”. Virginians for Fair Elections levantou US$ 64,1 milhões até 13 de abril, enquanto a House Majority Forward somou mais de US$ 38 milhões.
Perspectivas legais
Apesar da vitória, o resultado pode enfrentar disputa jurídica. A Suprema Corte estadual pode invalidar a decisão, mantendo o desenho anterior. Os republicanos alegam irregularidades no procedimento de aprovação do referendo.
Mesmo com o resultado, a disputa pelo redistritamento continua em outros estados. O governador da Flórida, Ron DeSantis, convocou sessão especial para redesenhar o mapa; nos EUA, casos de direitos de voto seguem sob avaliação da Suprema Court.
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