Os cinco coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal condenados pelo STF por omissão no 8 de janeiro de 2023 cumprem pena e passaram a dividir a cela na Papudinha, batalhão próximo ao Complexo Penitenciário da Papuda. A trégua nas rixas históricas entre eles se instaurou com o início do cumprimento da pena.
Condenados, eles ocupavam o posto mais alto da PM DF, com dois ex-comandantes-gerais entre os envolvidos. Dois estavam na fila de sucessão, e um já estava na reserva remunerada antes da prisão. O grupo já era conhecido por disputas estruturais dentro da corporação.
Os militares estão presos desde 11 de março e, segundo familiares e advogados, passaram a conversar para evitar apontar culpados entre si. A convivência forçada na mesma cela teria levado a um acordo de não atribuir responsabilidades individuais aos colegas.
Expulsão e contexto institucional
Na segunda-feira anterior, o STF determinou a expulsão dos coronéis da PM DF, formalizando a perda de cargo. O processo de afastamento ocorreu em meio à operativa prisão de figuras associadas ao governo federal, que também cumprem prisão ou regime domiciliar no mesmo batalhão.
Entre os demais encarcerados no local, o ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje em prisão domiciliar, estava em cômodo próximo. Também estavam presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques e Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS. As informações foram confirmadas por fontes próximas ao caso.
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