O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retorna ao Brasil nesta semana para cumprir agenda doméstica após passagem pela Europa. Ele visitou Espanha, Alemanha e Portugal antes de retornar ao país.
Durante a viagem, Lula tratou de temas internacionais e, ao chegar a Hannover, na Alemanha, comentou que o Brasil analisa adotar a reciprocidade em relação aos Estados Unidos caso haja abusos no andamento de pedidos de remoção. O tema ganhou destaque após o governo americano pedir a saída de um delegado da Polícia Federal brasileiro.
A ofensiva diplomática ocorreu em meio a um impasse entre Brasil e EUA. O episódio envolve o delegado da PF Marcelo Ivo, cuja atuação foi ligada a um monitoramento que resultou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Segundo o governo dos EUA, nenhum estrangeiro pode manipular o sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição.
Antes de deixar a Alemanha, Lula posicionou-se sobre o tema da reciprocidade, mencionando que o Brasil pode expulsar policiais estadunidenses em serviço no Brasil se confirmar abusos. A declaração foi feita pouco antes de seguir para Lisboa, última escala da viagem europeia.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, em meio às manifestações sobre o assunto, que a lógica brasileira é a reciprocidade, desde que haja fundamentação. Ele reiterou a necessidade de avaliação cuidadosa das situações envolvendo cooperação policial entre os dois países.
A cooperação policial entre Brasil e EUA ocorre por meio de um memorando de entendimento que autoriza a presença de delegados da PF nos Estados Unidos e de agentes norte-americanos no Brasil. O assunto permanece sob análise do governo brasileiro, com possível desdobramento político e diplomático.
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