Os enviados da União Europeia discutem a adoção do 20º pacote de sanções contra a Rússia. A medida depende da retirada de oposição pela Eslováquia e pela Hungria, condicionada ao reparo do oleoduto Druzhba. A expectativa é avançar o pacote em breve.
O pacote visa ampliar o aperto sobre receitas energéticas e o fornecimento militar russo. Kiev pressiona por ações mais duras, quase quatro anos após a invasão. A UE planeja marcar o quarto aniversário do ataque com novas medidas.
O fluxo pelo Druzhba deve retornar nesta quarta, após ataque de drone em janeiro ter atingido a infraestrutura. A Hungria havia bloqueado sanções até a retomada do abastecimento, segundo autoridades locais.
Detalhes das medidas
Os diplomatas dizem que a UE concordou com a proibição de serviços marítimos para o petróleo russo em princípio, mas só decidirá a implementação após coordenação com o G7. A medida pode encerrar o teto de preços do G7.
O 20º pacote mira também o complexo industrial militar russo, incluindo produção de drones, e prevê proibições gradativas para gás natural russo e quebra-gelos. Há ainda congelamento de ativos de grandes refinarias e produtores.
Além disso, a UE vai usar pela primeira vez o mecanismo anti-burla contra um país terceiro. Também haverá restrições a negociações com um porto de petróleo em país terceiro e proteção de propriedade intelectual da UE contra ações russas.
Outros desdobramentos
Entre as mudanças, a lista de sanções deve incluir o Kyrgyzstan, em medida inédita para a UE. O bloqueio envolve proibir acordos com um porto de petróleo de país terceiro. A Comissão Europeia propôs manter apenas um porto de terceiros na Indonésia.
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