O PP e Vox retomaram coalizões regionais na Espanha, adotando a linha dura de imigração defendida pelo partido ultradireitista. Os acordos ocorrem menos de dois anos após rupturas em cinco governos regionais. A reedição acontece antes das eleições gerais de 2027 e em um contexto de disputa pelo eleitorado de direita.
A retomada começou em Extremadura, no sudoeste, após meses de negociações desde a eleição regional de dezembro. A aliança incluiu três ministérios regionais para Vox e impõe medidas voltadas a privilegiar cidadãos espanhóis em subsídios e benefícios sociais, com prioridade de recursos para quem mantenha vínculo com o território.
Em Aragón, região nordeste, o acordo foi anunciado nesta quarta-feira, com Vox ganhando áreas de gestão similar às de Extremadura, além de defender a prioridade nacional no acesso a moradia subsidiada e programas de assistência. A mudança sinaliza alinhamento mais firme entre PP e Vox.
María Guardiola, reeleita presidente de Extremadura, disse que a região terá um governo mais justo, livre e próspero. Inicialmente, Guardiola havia recusado governar com Vox, mas o PP reavaliou a parceria após a eleição de 2023 e a evolução das negociações.
Os acordos também envolvem a defesa de políticas que, segundo Vox, colocam os cidadãos espanhóis em prioridade. O partido tem reiterado críticas à política de regularização de migrantes anunciada pelo governo central, citando impactos sobre serviços públicos e demografia.
Negociações entre PP e Vox continuam em Castilla y León, após eleição regional no norte do país, com a discussão de novas posturas sobre imigração e administração pública. Analistas veem nesses entendimentos uma possível coalizão nacional caso o PP lidere sem maioria nas gerais.
O governo central tem defendido a regularização de migrantes irregulares, enquanto PP e Vox ressaltam impactos sobre serviços públicos. Em julho do ano passado, Vox chegou a apresentar propostas de remigração de ampla escala, depois recuando de partir dessas ideias.
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