RTV Slovenia confirmou que não vai transmitir o Eurovision deste ano e, em vez disso, exibirá uma série de filmes sobre a Palestina. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira pela diretora da emissora, Ksenija Horvat, que informou ao Associated Press. A programação prevista substitui a transmissão do evento pela exibição de Voices of Palestine, com documentários e longas franceses sobre o tema.
O país inteiro não enviará uma entrada nacional para o concurso. A medida acompanha outros desligamentos: Espanha e Irlanda já haviam decidido não exibir o Eurovision, enquanto Holanda e Islândia optaram por não abandonar a transmissão em seus serviços de alcance público.
O Eurovision deste ano marca a 70ª edição, com 35 países participantes, programada para Viena, de 12 a 16 de maio. A decisão de não participação ou transmissão ocorre após a União Europeia de Emissores (EBU) permitir a participação de Israel, gerando críticas e protestos durante o processo de organização.
Contexto político e mudanças no formato
A decisão de Slovenia ocorre no contexto de críticas ao conflito em Gaza e à presença de Israel no evento. O premiê esloveno, Robert Golob, tem se posicionando contra a política israelense, inclusive com medidas de sanção econômica conectadas a disputas regionais. Detalhes sobre novas regras do Eurovision para evitar promoção política também foram discutidos pelo público e pela imprensa.
Este ano, o slogan é United by Music. O concurso mantém o objetivo de priorizar a música, mas tem enfrentado protestos e restrições a símbolos políticos nos locais das apresentações, à medida que governos e organizadores discutem o equilíbrio entre entretenimento e posicionamento político.
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