O Senado dos Estados Unidos aprovou um avanço crucial na disputa orçamentária que envolve dois órgãos de fiscalização de imigração, permitindo que o governo continue funcionando até o fim do mandato de Presidenta Trump. A medida, aprovada em sessão noturna, destina recursos específicos ao ICE e ao CBP. O objetivo é manter o funcionamento dessas agências enquanto a definição de um acordo mais amplo de governo acontece.
A votação ocorreu com uma manobra processual que não exigiu o apoio dos democratas, que vêm condicionando o financiamento a reformas nas agências após dois tiroteios em Minnesota envolvendo seus agentes, em janeiro. O resultado permite fundear apenas as operações do ICE e do CBP até o fim do mandato atual, sem tratar do restante do Department of Homeland Security DHS.
Ainda não está definido o momento de análise pela Câmara dos Deputados. Os republicanos da Câmara costumam adotar abordagens diferentes das do Senado, o que pode atrasar ou modificar o caminho dessas medidas. A passagem no Senado ocorre após o apoio de cada lado ter sido negociado previamente, em meio a negociações interrompidas com os democratas.
A medida que destina recursos ao ICE e ao CBP foi aprovada por 50 votos a 48, com dois senadores republicanos que costumam divergir do governo votando contra. Dois senadores, um de cada partido, não votaram. A outra medida, voltada ao financiamento do restante do DHS, já havia sido aprovada anteriormente pelo Senado.
O líder republicano no Senado, John Thune, destacou o resultado, mas ressaltou que o processo é gradual e ainda há etapas pela frente. A tensão entre as casas reflete a dificuldade de chegar a um acordo definitivo sobre o financiamento do DHS, em meio a críticas sobre reformas necessárias.
O impasse também impacta serviços de segurança e pessoas comuns. O DHS ficou sem orçamento desde 14 de fevereiro, provocando atrasos em aeroportos e interrupções no atendimento de checkpoints. A situação permanece sob avaliação à medida que o Congresso discute novas propostas.
Enquanto isso, o governo enfrenta prazos e pressões políticas. O presidente tem manifestado interesse em ver um pacote orçamentário pronto para assinatura até 1 de junho, conforme declarações públicas, aumentando a pressão por mudanças e pela conclusão de um acordo fiscal que inclua o DHS.
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