Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que existem agentes da Polícia Federal que fingem trabalhar, o que provocou mal-estar na instituição. A declaração ocorreu em meio a críticas sobre desempenho de parte da corporação e gerou reação entre delegados e servidores.
A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou uma nota pública na qual sustenta que não há fundamento para questionamentos generalizados sobre a dedicação ou o desempenho de servidores. A entidade aponta que as falas de Lula colocam em dúvida o compromisso de delegados da PF e simplificam o tema da segurança pública.
Segundo o presidente, ele ordenou ao ministro da Justiça e Segurança Pública que convoque agentes da PF que estariam fora da instituição fingindo trabalhar. Lula afirmou que, na prática, todos deverão retornar para o combate ao crime organizado.
A ADPF ressalta que apenas 53 delegados estão cedidos a outros órgãos, o que representa menos de 3% do total em atividade. A entidade recomenda evitar leituras que desvalorizem a atuação policial e sustenta que o enfrentamento ao crime exige ações concretas e investimentos contínuos em profissionais e na inteligência da instituição.
Contexto recente
O debate ocorre em um momento de tensão institucional após a expulsão de um delegado brasileiro do ICE, órgão de imigração dos EUA, envolvendo o Brasil e autoridades norte-americanas. Como retaliação, o Brasil retirou a credencial de um agente dos EUA que atuava na sede da PF em Brasília. Ambos já retornaram aos respectivos países.
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