Eduardo Paes (PSD) rebateu Douglas Ruas (PL) sobre a crise institucional no Rio, relacionada ao questionamento do STF sobre o formato da eleição suplementar. A disputa envolve se o pleito será indireto pela Alerj ou direto pelo voto popular, em meio a ações apresentadas no tribunal.
Ruas acusa Paes de provocar a crise ao levar o tema ao STF. Os dois processos, apresentados pelo grupo de Paes, tratam das regras da eleição indireta e da possibilidade de voto direto. O julgamento está paralisado após vista do ministro Flávio Dino.
A crise está ligada à renúncia de Cláudio Castro (PL) em março, um dia antes de sua condenação pelo TSE. O vice já não ocupava o cargo desde maio do ano passado, deixando a prefeitura sem vice. O interino é Ricardo Couto, presidente do TJ.
Contexto institucional
Paes aponta que a instabilidade começou com a articulação entre Castro e Bacellar para a saída de Thiago Pampolha, em 2023, visando indicar Bacellar a substituir Castro. Segundo Paes, isso elevou a influência de Bacellar na Alerj e no governo.
Ruas rebateu, alegando que Paes busca na Justiça a tomada do Executivo fluminense por meio da atuação judicial. O embate público entre as partes intensificou-se na última quinta-feira, quando Ruas acionou o STF para sustentar o pleito pela governança interina.
As ações no STF seguem em análise conjunta, porém sem decisão até o momento. O fim do processo dependerá de como o tribunal interpretará as regras para a eleição que definirá o governador até o fim do ano.
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