O Parlamento britânico rejeitou nesta terça-feira a abertura de uma investigação sobre se o premiê Keir Starmer enganou a Câmara dos Comuns ao nomear Peter Mandelson como embaixador nos EUA em 2024 e ao demiti-lo em setembro do ano seguinte, após revelações sobre vínculos com Jeffrey Epstein. A decisão foi tomada por 335 votos a favor e 233 contrários.
O caso envolveu acusações de que Starmer mentiu sobre o processo de verificação de antecedentes e que houve omissão de informações. O premiê sustenta que Mandelson mentiu sobre o relacionamento com Epstein e argumenta que autoridades não apresentaram dados completos do processo, o que justificaria a nomeação.
O Partido Trabalhista, liderado por Starmer, orientou seus parlamentares a se opor à abertura da investigação. A oposição Conservadora, liderada por Kemi Badenoch, considerou a oposição uma manobra política para influenciar as eleições locais e regionais de 7 de maio.
Contexto político
Starmer afirmou que a conclusão do comitê sobre o assunto seria relevante para a confiança do público no governo. O resultado do voto manteve o foco da agenda em questões eleitorais locais, com Badenoch cobrando postura do premiê diante da pressão.
Reação e desdobramentos
A liderança trabalhista descreveu a votação como um respaldo ao funcionamento institucional. Badenoch afirmou que a decisão expõe uma fraqueza de Starmer ao não concordar com o processo de investigação, segundo a versão dos conservadores.
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