Um morador de Presidente Prudente (SP) foi abordado pela Polícia Federal no domingo, 26 de abril de 2026, próximo a um prédio onde houve a divulgação de uma faixa exibida perto de um evento com a presença do presidente Lula. A ação foi motivada pela suposta referência ofensiva contida na faixa.
Segundo o vídeo que circula nas redes, um agente afirmou que superiores não aceitariam a faixa com a palavra ladrão na janela da residência. A PF informou que a diligência visava verificar possível crime contra a honra, conforme protocolos de proteção a autoridades.
Marcelo, morador do prédio, disse que a faixa não trazia o nome do presidente e que a manifestação não era dirigida a uma pessoa específica. O policial rebateu, destacando que quem está no evento poderia entender de quem se trata e pediu que ele se manifestasse de outra forma.
O agente ouviu que a intervenção ocorreria antes do evento, com objetivo de evitar problemas. Ao insistir na exclusão da faixa, o policial citou a proteção institucional e a leitura de que a expressão poderia ferir a honra de alguém presente.
Marcelo argumentou tratar-se de uma opinião, mas houve a afirmação de que superiores não aceitariam essa leitura. A conversa incluiu a ressalva de que a liberdade de expressão tem limites quando atingida a honra de terceiros.
A PF informou, em nota, que a ação não representa punição, mas uma apuração inicial. A corporação afirmou realizar ações de segurança conforme protocolos, sem detalhes operacionais por razões de segurança.
A nota da PF também ressaltou que as investigações são voltadas à proteção de autoridades e que informações estratégicas não são divulgadas publicamente para não comprometer a eficácia das ações.
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