Romeu Zema, pré-candidato do Novo à Presidência, voltou a criticar o STF nesta terça-feira (28), durante a Agrishow em Ribeirão Preto, SP. O ex-governador mineiro afirmou que ministros da Corte, a que se refere como “intocáveis”, agem para evitar investigações. A fala ocorre em meio a atritos com o ministro Gilmar Mendes e após o pedido de inclusão dele no inquérito das fake news.
Segundo Zema, o STF está preocupado com o que chama de “rabo preso” e buscas por blindagem institucional. Ele mencionou, sem citar nomes, que o pedido de inclusão dele no inquérito envolve uma sátira com bonecos que imitam integrantes da Corte. A fala gerou repercussão entre apoiadores da campanha.
A campanha do Novo tem usado o embate com o STF para gain de visibilidade, segundo observadores. O ex-governador também criticou o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, ao comentar a denúncia de que o vídeo seria alvo de apuração.
Contexto da agenda e propostas
Zema questionou a credibilidade da instituição, alegando distanciamento entre o STF e a população. Ele citou sotaque mineiro como símbolo de identidade regional e afirmou que o discurso de certos ministros soaria esnobe para parte da população.
O ex-governador criticou o governo Lula, afirmando que o presidente se protege junto a ministros do STF. Em relação à economia, prometeu atacar a gastança pública e responsabilizar a gestão fiscal por juros elevados, sugerindo que o teto de gastos poderia reduzir a taxa de juros em meses.
Sobre eventual aliança, Zema não descartou a continuidade na disputa e negou desistir da candidatura para concorrer a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. Ele disse que o objetivo é tirar o PT da presidência, mantendo-se no pleito até o segundo turno.
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