O ministro Guilherme Boulos (PSOL-SP) lançou sua leitura sobre a rejeição do Senado à nomeação de Jorge Messias para o STF, ocorrida na quarta-feira (29 abr 2026). A rejeição foi de 42 votos contra 34 a favor.
Messias era indicado pelo presidente Lula (PT) para ocupar a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso. O episódio marca o rompimento entre o governo e parte da base no Senado.
A derrota ocorreu mesmo após o Planalto ter mobilizado cerca de R$ 13 bilhões em emendas neste ano para garantir apoio fiel à indicação. O tema gerou forte resistência entre senadores independentistas.
Com o arquivamento do processo, o presidente precisa enviar outra indicação ao Senado. O novo nome passará por análise de currículo, sabatina na CCJ e votação no plenário.
Analistas ressaltam o impacto político da derrota, que poderá abrir espaço para novas negociações sobre a composição do STF e o alinhamento entre Poder Executivo e Legislativo.
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