O Senado rejeitou na noite de quarta-feira a indicação do advogado-geral da União para a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso no STF. A votação foi de 34 votos a favor e 42 contra, algo inédito em 132 anos.
A oposição, articulada com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pretende barrar futuras indicações até as eleições de outubro. Senadores mencionaram que manter as escolhas suspensas favorece um acordo com o próximo governo.
A derrota de Messias é atribuída à resistência liderada pelo governo e ao objetivo de pactuar futuras indicações com o Senado, independentemente do resultado eleitoral. Parlamentares avaliam que o tema pode permanecer sob escrutínio até 2027.
Contexto político e cenários
Alguns senadores sugeriram que o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco seria o único nome com consenso no plenário, caso haja acordo com o Senado. Ele foi visto como alternativa viável para aprovação mais célere.
Desde a sabatina na CCJ, a oposição defendeu que a indicação só fosse votada após definir o rumo do país para o próximo mandato. A ideia visa evitar desgastes durante a campanha eleitoral.
A adesão de bolsonaristas à estratégia de adiar votações também encontra apoio entre aliados que consideram o momento inadequado para novas sabatinas. A posição é vista como continuidade da tática de 2016 nos EUA.
Messias acompanhou a votação com a esposa e assessores. O ministro da AGU recebeu apoio de aliados, mas reconheceu a reprovação e afirmou que muita coisa boa pode ainda acontecer em sua vida, sem indicar responsáveis pelo resultado.
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