O Senado rejeitou nesta quarta-feira a indicação de Jorge Messias para o STF, em votação que ficou marcada pela derrota do governo. A decisão ocorreu em Brasília e representa uma derrota histórica para o Planalto, que tentava manter o nome na vaga deixada pelo STF.
A votação ocorreu em sessão secreta, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, abaixo do mínimo de 41 favoráveis necessários. Na sabatina da CCJ, Messias recebeu 16 votos a 11, o placar mais apertado desde a redemposição. O resultado provocou reações de apoiadores e opositores ao governo.
Para o relator da indicação, senador Weverton Rocha, houve uma percepção de recado ao Planalto antes das eleições, associada a uma avaliação crítica sobre o peso de decisões do Executivo. Ele afirmou que Lula deve buscar ouvir a base do governo para retomar o diálogo.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, visitou Lula após o resultado e ressaltou que a decisão envolve a dinâmica interna da Casa. Outras lideranças defenderam leituras distintas sobre o impacto da rejeição no ambiente político e institucional.
A oposição manteve leitura distinta. Senadores de oposição destacaram que a situação reflete tensões entre Executivo e STF, enquanto apoiadores do governo mencionaram o contexto político pré-eleitoral e a busca por recados ao Planalto.
Outras vozes do plenário defenderam que a nomeação de Messias não surgia apenas de critérios técnicos, mas também de laços entre o governo e a defesa de agendas políticas, o que, segundo elas, foi considerado inadequado por parte do Senado.
Entre na conversa da comunidade