Moraes defende a continuidade do inquérito das fake news, destacando que a desinformação passou a ser o principal instrumento de ataque à Justiça e às eleições no país. O ministro aponta a disseminação de notícias falsas como fator central na agressão à independência do Judiciário.
O relatório divulgado nesta quarta-feira analisa os atos de 8 de janeiro e sustenta a existência de uma organização criminosa orientada à ruptura institucional. Segundo o documento, a desinformação busca deslegitimar o Judiciário e colocar em xeque as eleições democráticas.
Além disso, Moraes afirma que o ambiente de desinformação foi acompanhado de ameaças diretas a magistrados do STF, incluindo ataques físicos e psicológicos contra integrantes da Corte. O texto cita ainda a possível explosão da sede do STF como exemplo de risco.
Ampliação do inquérito e objetivos da investigação
A partir desse diagnóstico, o inquérito passou a abranger não apenas a circulação de notícias falsas, mas também ameaças, denúncias caluniosas e vazamentos de informações sigilosas. O objetivo é mapear esquemas de financiamento de campanhas digitais.
As apurações da Polícia Federal apontaram a atuação de um grupo político estruturado como organização criminosa, com divisão de tarefas e coordenação. O material indica estratégias para lesar a independência do Judiciário e o Estado de Direito.
Entre os eixos identificados estão ataques virtuais a opositores, investidas contra o STF e o TSE, questionamentos ao sistema de votação eletrônica e a tentativa de golpe de Estado. As investigações seguem em curso.
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