O presidente da França, Emmanuel Macron, planeja indicar Emmanuel Moulin, ex-chefe de gabinete, como o próximo governador do Banco da França. A indicação visa preencher a vaga deixada por François Villeroy de Galhau, que sai em junho.
Macron aproveita a janela antes das eleições de 2027 para instalar um aliado de confiança em uma instituição-chave. Moulin tem 57 anos e ainda não detalhou publicamente suas posições sobre política monetária, mas é visto como alguém alinhado ao establishment econômico francês.
A nomeação precisa do aval do Parlamento. Partidos de oposição, especialmente a extrema direita RN, já questionam a manobra de Macron para ampliar o controle sobre instituições estratégicas no final do mandato.
Perfil de Emmanuel Moulin
Moulin é uma figura influente na política econômica, com experiência em finanças públicas, administração governamental e Executivo. Formado pela Sciences Po, ESSEC e ENA, iniciou a carreira no Tesouro francês no fim dos anos 1990.
Ao longo da carreira, ocupou posições no Banco Mundial, no Clube de Paris e trabalhou com Christine Lagarde na França. Também atuou como assessor econômico de Nicolas Sarkozy durante a crise da zona do euro.
Desde 2020, Moulin ocupou o cargo de chefe do Tesouro, contribuindo para respostas à Covid-19, choques inflacionários e negociações orçamentárias da UE. Em 2024 tornou-se chefe de gabinete do então primeiro-ministro Gabriel Attal e, em 2025, secretário-geral do Palácio do Eliseu.
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