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MPE aponta contradição e pede cassação de Cláudio Castro ao TSE

MP Eleitoral aponta contradição no TSE sobre cassação de Cláudio Castro; sustenta que renúncia não impede cassação do diploma e cobra ajuste na ementa

Ex-governador do RJ, Cláudio Castro (PL) | Divulgação/Governo do Rio de Janeiro
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O Ministério Público Eleitoral apresentou recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contestando o julgamento que tornou inelegível Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro. O órgão ressalta contradição no acórdão e sustenta que Castro deveria ter sido cassado do cargo.

Segundo o MP Eleitoral, a maioria dos ministros votou pela cassação do diploma, diferente do que consta na emenda publicada pelo TSE. O acórdão, porém, afirma que o governador não foi cassado. O vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, solicita ajuste da ementa para incluir a cassação do diploma.

  • Jurisdição e votação: cinco de sete ministros teriam apoiado a cassação, com três ministros explicitamente favoráveis (Isabel Gallotti, Estela Aranha e Floriano de Azevedo Marques) e dois de forma velada (Cármen Lúcia e Antonio Carlos Ferreira). Os ministros Kássio Nunes Marques e André Mendonça foram contrários, resultando em 5 a 2, segundo o MP.

O MP sustenta que a renúncia de Castro não impede a aplicação da cassação do diploma, uma vez que a cassação e a inelegibilidade são medidas distintas. A não cassação, afirma o órgão, premia estratégias processuais que minimizam as consequências jurídicas de ilícito eleitoral.

O acórdão do TSE indica que, com a renúncia, não haveria sentido manter a cassação do diploma, limitando a decisão à inelegibilidade. O texto também aponta que haverá desdobramentos da decisão para futuras eleições, independentemente da cassação.

STF definirá eleição para o sucessor

O acórdão deixa para o Supremo Tribunal Federal (STF) a definição sobre o formato da eleição para escolher o próximo governador do Rio. Ainda não está definido se haverá eleição direta ou indireta pela Assembleia Legislativa.

A decisão depende de um pedido de vista do ministro Flávio Dino, feito em 9 de abril. Dino pediu o adiamento para aguardar a publicação do acórdão do TSE e analisar os fundamentos da decisão.

O tema é acompanhado com atenção pela sociedade e pelas forças políticas locais, diante do impacto institucional no estado do Rio de Janeiro. As informações são baseadas no andamento processual e nos votos mencionados pelo MP Eleitoral.

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