A decisão de revogar a chamada taxa das blusinhas ocorreu neste ano, após pressão da ala política do governo e do PT. Lula decidiu pela saída do ministro da Fazenda, Haddad, que defendia a cobrança. A medida havia sido sancionada após aprovação no Congresso.
Segundo apuração, Haddad defendia que havia concorrência desleal entre o comércio chinês e o brasileiro. Mesmo assim, Lula sinalizou a última palavra a Haddad antes de sancionar a medida, em meio a críticas de consumidores mais pobres.
Fontes da CNN afirmam que não houve embate direto entre ministro e presidente, e que o ministro Dario Durigan participou ativamente da elaboração da MP ao lado de Lula. A decisão voltou à mesa presidencial por risco à imagem do governante.
A taxa previa 20% de tributo para compras internacionais de até US$ 50 por pessoa, em sites estrangeiros. Valores acima disso podiam chegar a 60%. A ideia era proteger a indústria nacional, segundo a equipe econômica.
Interlocutores da Fazenda dizem que a resistência vinha principalmente do MDIC, com ressalvas ao programa Remessa Conforme, que aumenta o controle de importações ao exigir recolhimento de impostos no ato da compra.
Alckmin defendia a manutenção da cobrança, citando impactos no setor têxtil. Contudo, lideranças políticas convenceram Lula de que o custo político superava os ganhos econômicos. A decisão ocorreu em meio a episódios negativos recentes.
A decisão ocorre em um momento de reações políticas, como a rejeição da indicação de Messias ao STF e a derrubada de veto sobre dosimetria de penas. Flávio Bolsonaro chegou a defender publicamente o fim da taxa.
A equipe afirma que o governo intensificou ações para melhorar a comunicação de medidas econômicas desde a viagem de Lula aos EUA, quando houve encontro com Donald Trump. O objetivo é manter a percepção de governabilidade.
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