A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino nesta sexta-feira para apurar supostas fraudes fiscais, ocultação patrimonial e irregularidades na Refit, antiga Refinaria Manguinhos. A ação envolve políticos, magistrados e executivos, com ao menos 17 mandados de busca e sete afastamentos de função pública. O objetivo é esclarecer eventuais ilícitos vinculados à refinaria.
Entre os alvos aparecem o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, o ex-secretário de Fazenda Juliano Pasqual, o ex-procurador-geral Renan Saad e o desembargador afastado Guaraci de Campos Vianna. A operação teve apoio técnico da Receita Federal e contou com a autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Ricardo Magro, empresário proprietário da Refit, também integra o foco da investigação. Ele mora em Miami e teve o nome incluído na lista vermelha da Interpol. Magro figura entre os maiores devedores de impostos do país e entre os maiores devedores contumazes do estado do Rio de Janeiro.
Os mandados foram cumpridos nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal. Castro, Pasqual e Saad foram exonerados no fim de abril pelo governador interino. Vianna está afastado desde março, sob suspeita de decisões que favoreceriam a Refit na recuperação judicial e na Operação Carbono Oculto.
Segundo a corregedoria do CNJ, Vianna autorizou uma perícia de alta complexidade e nomeou uma empresa sem oitiva das partes, além de liberar honorários periciais vultosos. O CNJ informou ainda que tais medidas teriam violado decisões do STJ, reforçando o cenário de desconfiança institucional.
Entre na conversa da comunidade