A Polícia Federal substituiu o delegado responsável pelo inquérito que apura desvios no INSS e que também pediu a investigação de Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Lula. A troca ocorreu em Brasília, com data de 26/04/2023. Não houve confirmação sobre se a mudança partiu da direção ou foi solicitada pelo próprio delegado.
Guilherme Figueiredo Silva chefiava a Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e coordenava as investigações após o caso ter sido encaminhado ao STF. Ele também havia pedido a prisão do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
A decisão de substituir o delegado levou a uma reunião entre o ministro do STF André Mendonça e a equipe da PF. O ministro solicitou esclarecimentos sobre o episódio e sobre a redistribuição dos inquéritos para outros investigadores.
A condução do caso do INSS já gerou críticas da defesa de Lulinha, que sustenta falta de lastro para medidas contra o filho do presidente. A PF chegou a solicitar a quebra de sigilo bancário de Lulinha, autorizada por Mendonça, com relatórios sobre movimentações financeiras da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.
Desdobramentos
A PF investigou possível envolvimento de Lulinha em relação ao suposto esquema. Relatórios apontaram ligações entre o Careca do INSS e Roberta Luchsinger, com pagamento de 1,5 milhão de reais a ela. A defesa de Lulinha nega participação em irregularidades e afirma que as tratativas não se concluíram com contratos ou pagamentos.
O depoimento de um ex-funcionário do Careca do INSS teria indicado notícia de pagamento de uma mesada a Lulinha. A PF, no entanto, apura se houve participação societária ou interesses econômicos vinculados ao filho do presidente.
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