A Polícia Federal trocou a divisão responsável pela investigação sobre desvios de aposentadorias, no INSS. A mudança levou à saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso.
O ministro André Mendonça ficou surpreso e incomodado com a decisão. A PF informou que a transição ocorreu para ampliar a eficiência e manter a continuidade das apurações diante de tramitação sensível no STF.
A nova coordenação passou a ser a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). O objetivo é concentrar operações complexas de alta relevância institucional, com atuação permanente perante o STF.
Detalhes da mudança e desdobramentos
A divisão anterior havia sido responsável por solicitar a quebra de sigilos do filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A mesma linha de apuração também participou da negociação da delação premiada do empresário Mauricio Camisotti.
A proposta de delação teve de retornar ao STF após ajustes, com participação da PGR. O ministro convocou uma reunião para discutir o tema, realizada nesta sexta-feira (15), quando a PF apresentou a nova organização do caso.
O objetivo da PF é consolidar a condução da apuração sob a nova coordenação, garantindo continuidade, sem prejuízo para as fases de investigação. Fonte oficial informou que a decisão visa eficiência institucional.
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