A governadora da comunidade de Madri, Isabel Ayuso, afirmou na sessão do Parlamento espanhol que o México não existia antes da chegada dos colonizadores espanhóis. A declaração ocorreu em 14 de maio de 2026, durante debate sobre uma viagem de três dias a Cancún, cobrando prestação de contas da oposição. A fala provocou críticas entre deputados.
Ayuso disse que se referia apenas à construção da civilização mexicana atual e não à história anterior do território. A declaração gerou reações entre fiscais, e houve risos e críticas ao longo da sessão, com lembranças de que o Império Asteca foi desfeito há mais de 500 anos.
Claudia Sheinbaum, presidente do México, reagiu afirmando que Ayuso precisa conhecer melhor a cultura pré-colombiana do país, ironizando a viagem da governante. Em Madri, o líder do PSOE, Mar Espinar, pediu desculpas formais aos mexicanos e ressaltou que a Espanha respeita o México.
Reações
A fala de Ayuso dividiu líderes e gerou cobranças públicas de esclarecimentos sobre a viagem recente à região turísticas de Cancún. A oposição enfatizou a importância de reconhecer a história ricamente documentada do México.
Além da polêmica, o debate destacou divergências sobre a percepção histórica entre Espanha e México. Parlamentares lembraram que a colonização teve impactos profundos, incluindo a queda de Tenochtitlan em 1521 e o início do domínio espanhol na Nova Espanha.
Contexto histórico
O território hoje conhecido como México abrigou civilizações como olmecas, maias e astecas, com cidades, agricultura e organização política avançadas. Em 1519, Cortés iniciou a conquista, culminando na queda de Tenochtitlan em 1521.
Após a conquista, instalou-se o vice-reino da Nova Espanha, que permaneceu até a independência mexicana em 1821. A linha temporal evidencia a presença de povos indígenas muito antes da chegada europeia.
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