O parque RJ Nosso Sonho, em São Gonçalo, é a evidência de uma gestão de investimentos que ganhou destaque na última verdade política local. O espaço, inaugurado em março, fica entre a BR-101 e a baía de Guanabara e custou cerca de R$ 53 milhões.
O empreendimento foi apresentado pelo então governador Claudio Castro, ao lado de aliados do PL, incluindo o prefeito Capitão Nelson, o diputado Altineu Côrtes e Douglas Ruas, filho do prefeito, apontado como articulador das obras.
O parque, com 35 mil m², surge no antigo piscinão da cidade e agrega quadras, pista de skate, área infantil, anfiteatro e uma cascata para banho. Vídeos da inauguração mostraram o tom de celebração entre governantes e aliados.
Contexto político e investimentos
Nos últimos anos, São Gonçalo recebeu recursos expressivos de diferentes origens. A cidade teve o orçamento ampliado de cerca de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,5 bilhões, em boa parte via privatização da Cedae e repasses estaduais.
Altineu Côrtes destinou emendas significativas, e o município teve em 2023 e 2025 recursos destinados a obras de infraestrutura, escolas e da mobilidade urbana. Parte dessas emendas foi alvo de críticas por impactos a empresas em licitações.
A gestão de Capitão Nelson ampliou obras em pavimentação, drenagem e serviços públicos, incluindo o Ciesg, o Hospital do Câncer e do Coração e o parque justamente citado. A atuação conjunta com Castro reforçou a presença de recursos na cidade.
Cenário atual e desdobramentos
Pouco mais de dois meses após a inauguração, o governo estadual enfrenta desgaste. Castro renunciou ao mandato para evitar cassação por abuso de poder; Rodrigo Bacellar teve o mandato cassado e deixou a Alerj.
Douglas Ruas assume como pré-candidato ao governo pelo bolsonarismo e preside a Alerj, enquanto o cargo de vice de Castro permanece vago. Ainda, o STF analisa se a eleição de substituto deverá ocorrer de forma direta ou indireta.
Em meio a tensões, São Gonçalo continua dependente de verbas estaduais e federais. Paes mantém o compromisso com o acordo de redistribuição de royalties, ainda sob decisão do STF sobre a constitucionalidade da lei que redistribui receitas.
Perspectivas locais
A cidade, marcada pela indústria histórica e pela vulnerabilidade social, segue buscando desenvolvimento urbano sem perder a identidade periférica. Moradores veem melhorias, mas pedem continuidade e maior presença de lideranças locais junto à comunidade.
Entre na conversa da comunidade