Lula pretende reenviar ao Senado o nome de Jorge Messias para a vaga no STF, mesmo após a rejeição da indicação pelo Senado. A decisão visa reafirmar a prerrogativa do presidente da República na escolha. A expectativa é que o envio ocorra antes das eleições de outubro.
Pessoas próximas ao governo dizem que a avaliação é manter Messias, visto como titular apto ao cargo após a sabatina. Lula já afirmou aos ministros e articuladores que não há justificativa técnica para a rejeição e que a indicação foi de responsabilidade presidencial.
A atuação de Messias durante a sabatina foi citada como argumento a favor de sua nomeação. Companheiros destacam que o advogado-geral da União demonstrou preparo para a função, especialmente após o gesto de desagravo na posse do novo presidente do TSE.
Contexto político e desdobramentos
Aliados relatam que Messias ficou afastado após a rejeição e chegou a cogitar deixar o governo. O retorno ao trabalho foi orientado a evitar decisões precipitadas, com férias iniciadas em maio e retorno previsto para o fim do mês.
No ambiente da AGU, há quem avalie que a permanência de Messias pode gerar constrangimentos nas tratativas com o STF, diante da oposição de alguns ministros. A estratégia é manter o nome em pauta sem alterações na articulação política.
Ainda segundo interlocutores, havia a possibilidade de indicar uma mulher para a vaga, com o objetivo de diminuir o risco de rejeição. Mesmo assim, a opção por Messias permanece como prioridade no momento, segundo quem acompanha a decisão.
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