O sistema ferroviário mais movimentado de Nova York viveu um sábado de greve que se estendeu até a manhã de segunda-feira, interrompendo viagens no horário de pico. Trabalhadores do Long Island Rail Road entraram em greve após não chegarem a um acordo com a gestão sobre salários e regras de trabalho.
Em Nova York, a Penn Station, que recebe cerca de 600 mil pessoas diariamente, ficou silenciosa conforme milhares de passageiros buscavam alternativas de deslocamento. Um morador de Brooklyn relatou dificuldade para chegar a um aeroporto de Long Island, citando o alto custo de alternativas de transporte.
A paralisação afeta cerca de 250 mil passageiros em dias úteis que utilizam os trechos da rede que atendem os subúrbios orientais e as praias de Long Island, estendendo-se até os Hamptons e Montauk. A prefeitura de Nova York oferece ônibus shuttles gratuitos para algumas rotas, com previsão de congestionamento e atrasos severos.
Negociação e reação pública
As negociações com a Autoridade de Transporte de Nova York (MTA) foram retomadas no domingo e na segunda-feira, após a leitura de apelo formal do governador. O objetivo é encerrar a greve, que é a primeira na LIRR em mais de 30 anos.
A greve iniciou no sábado, quando sindicatos que representam cerca de 3.500 trabalhadores exigiram melhorias salariais e condições de trabalho. A federal labor agency atuou no domingo para facilitar as negociações, segundo informações divulgadas pela imprensa.
Líderes sindicais ressaltam que a reivindicação envolve reajuste salarial de 5% no próximo ano, com início em junho. A MTA teria proposto reajuste de 3%, com possibilidades de chegar a 4,5%.
O governador de Nova York, Kathy Hochul, afirmou que o estado é pró-trabalho e defendeu a atuação da MTA, destacando que não é viável reajuste que eleve tarifas em até 8% ou aumente impostos para Long Island.
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