O Correio teve acesso exclusivo a um levantamento da CNM que aponta quase 2 milhões de famílias aptas a receber o Bolsa Família, mas que não recebem o benefício do governo federal. O estudo será divulgado nesta semana.
Segundo a CNM, o grupo corresponde a cerca de 3,2 milhões de pessoas, com maiores volumes de demanda reprimida em São Paulo (375,1 mil famílias) e Rio de Janeiro (358,9 mil). Os números são estimados com base em dados que atravessam diferentes fontes públicas.
A CNM afirma que a defasagem do benefício representa custo adicional ao principal programa de transferências do governo e estimou cerca de R$ 1,5 bilhão como impacto. A entidade responsabiliza o recuo de recursos do Bolsa Família pela entrega billateral ao problema.
Demanda reprimida e impacto financeiro
O levantamento aponta que, apesar da redução de 2,4 milhões de famílias no cadastro do programa, a demanda por assistência social permanece alta. A CNM sustenta que muitos cidadãos não recebem o benefício porque o governo não efetiva os pagamentos, não por melhoria no orçamento familiar.
O governo federal não comentou o conteúdo até o fechamento desta edição, e a assessoria do Ministério do Desenvolvimento Social não respondeu. Dados do Siga Brasil indicam queda de 0,97% no orçamento do Bolsa Família em comparação com 2025, para R$ 157,5 bilhões.
Marcha dos Municípios e sabatinas
A CNM promove a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília, a partir de hoje até 21 de maio, no CICB. A expectativa é reunir cerca de 15 mil pessoas, entre prefeitos e convidados; 3 mil prefeitos já confirmaram presença.
A programação política prevê sabatinas com candidatos à Presidência. Confirmaram participação Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Aldo Rebelo. Ainda não havia confirmação oficial para a sabatina de Rebelo até o fechamento.
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