A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino na última semana, mirando o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL). A ação aumenta a pressão interna no PL sobre a viabilidade da candidatura dele ao Senado em 2026. Castro permanece sob investigação, sem decisão judicial final.
Segundo apuração, a resistência interna à pré-candidatura cresce por possíveis impactos nas campanhas de Douglas Ruas (PL) e Flávio Bolsonaro (PL). Ruas é presidente da Alerj e pré-candidato ao governo com apoio do presidenciável do PL.
Castro é suspeito de envolvimento em um esquema bilionário de sonegação fiscal no setor de combustíveis, que envolveria o empresário Ricardo Magro, dono da refinaria Refit. A dívida da empresa é estimada em pelo menos R$ 26 bilhões.
Além disso, Castro ficou inelegível por oito anos devido à condenação do TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Caso a candidatura seja confirmada, pode haver cassação de registro pela Justiça Eleitoral.
O ex-governador recorre da decisão do TSE, mas ainda não houve desfecho. Internamente, o PL avalia que fica mais difícil viabilizar a candidatura, mesmo com a posição pública de Castro de que a operação não altera seus planos.
Cenário interno no PL
A retirada da pré-candidatura não é consenso: há quem sustente que Castro é nome forte para o Senado. Mesmo assim, o PL já trabalha com possíveis substitutos. A chapa, porém, precisa manter alguém do próprio PL, pois já está Márcio Canella, do União Brasil.
O caminho aponta para nomes que já atuam na Câmara dos Deputados. Sóstenes Cavalcante, Altineu Cortês e Carlos Jordy aparecem como opções para preencher a vaga. Todos visam o mandato de deputado federal pelo Rio.
Entre possibilidades internas, Rogéria Bolsonaro, mãe de Flávio Bolsonaro, surge como alternativa. Ela figura como primeira suplente de Márcio Canella, em documento alinhado ao movimento político do momento.
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